Lívia caminhava por entre rochas pontiagudas que circundavam
pequenas crateras cheias de lava incandescente quando se deparou com Moloch. Sua
figura era assustadora, corpo de homem e cabeça de touro. Tinha o corpo atlético
de um dourado escuro, longos chifres, sua face parecia mesmo a de um touro e
tinha os olhos vermelhos incandescentes, como se estivessem queimando.
Com uma voz de trovão em noite de tempestade, o irônico
demônio disse: “Desista Lívia. Você está sob
o meu total domínio. Lutar só vai te levar à exaustão. Entregue sua mente por
inteiro a mim.”
Desesperada Lívia tapou os olhos com as mãos, ouviu o barulho
de uma cachoeira e ao abri-los lentamente viu ao seu lado a figura peculiar de
Freya, a grande felina com asas de falcão. A semelhança com ela própria era
grande, afinal era sua descendente. A voz macia e confiante de Freya fez com
que seu coração voltasse a bater compassadamente. “Lute querida, lute pelo que acredita, lute pelo seu amor. Não desista
e será coroada de êxito.”
As águas claras da cachoeira viraram lava. Pelo meio da
cachoeira saiu a figura de Moloch, gargalhando como um trovão.

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